Conheça o trabalho de Sade Monteiro: A realeza do povo negro e o tempo como marcador na fotografia.

Fotógrafa, mãe e cronista visual, a carioca Sade Monteiro faz da imagem um manifesto de dignidade, ancestralidade e cura. Sade desenvolveu sua relação com as lentes durante o período da pandemia, encontrando no audiovisual um refúgio e uma ferramenta de transformação em meio ao confinamento e a crises de ansiedade. Transitando com sensibilidade pelo fotojornalismo, pela fotografia documental, de rua e pelas fotocolagens, ela capta as histórias, as lutas e as religiosidades negras para mostrar a grandiosidade de seu povo no tempo presente. Moradora das proximidades da histórica comunidade da Mangueira, Sade transforma o cotidiano do subúrbio carioca em poesia e disputa de narrativa.

Tendo a vizinhança da Mangueira como cenário vivo e fonte de inspiração, Sade recusa a neutralidade estética e pauta todo o seu portfólio na busca pelas marcas da contribuição negra na arquitetura e na alma da cidade. 

“Moro próximo a Mangueira, dentro desse espaço tenho uma gama de elementos a serem explorados. Desde a cidade, as construções, o cotidiano. Tudo é cenário.”

“Busco abordar em minhas fotografias os espaços e contribuições negras para aquele ambiente. Quando fotografo uma rua, sei que nela teve a contribuição ancestral dos nossos. Quando fotografo um irmão, vejo nele a realeza que habita em todos nós. Gosto de trazer para margem e pro centro da minha fotografia, tanto a beleza quanto a luta de nosso povo.”

Sade Monteiro com sua sensibilidade consolida uma fotografia cheia de afeto.

📸 Conheça mais do trabalho de Sade no Instagram: @da_cordanoite

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