Judson Andrade (vulgo Takará!) é um fotógrafe potiguar de 31 anos de idade. No ano de 2020, começou a fazer fotografias para registrar as maquiagens da Inddiegente-Zu (drag vivida por um corpo preto-gordo-lgbt-macumebeiro que permeia o teatro negro, as vivências no candomblé e a identidade LGBTQIA+ na construção cênica). Posteriormente, em 2021, veio Takará como uma reação à luta contra a morte, para buscar a vida.

Takará é negro, gordo, LGBTQIAP+, macumbeiro, que se põe como plataforma de arte e construção de auto retratos para lutar contra narrativas de não existência e de morte que pesam sobre este corpo. Seus auto-retratos são feitos em casa e nas ruas, registrando os lambes questionadores sobre o corpo gordo.


Participou de duas residências artísticas do Margem Hub de Fotografia em 2021 e 2022, da Residência Virtual Compartilhada promovida pela Black Brasil Art, e expôs como residente na Bienal Black Brazil Art e da exposição coletiva Cubo de Luz, realizada no RN, ambas em 2022.


“Eu me mostro como forma de ir ao encontro de narrativas de não existência, do apagamento que pessoas como eu sofrem por ser quem são, faço minha arte como forma também de contagiar outres para fazerem igual e usar sua arte como forma de ser sujeito de si.”
Através da sua identidade, Judson produz fotografias que vão contra qualquer forma de preconceito.
📸 Conheça os editoriais e retratos de Judson no Instagram: @senhorcobra
📸 Conhece algum/a/e fotógrafo/a/e que também registra as narrativas negras ou quer fazer parte do nosso mapeamento? Preencha o nosso formulário.