Conheça o trabalho de Cintia Matos: A fotografia como transformação dos olhares.

Fotógrafa, pesquisadora, comunicadora e ativista, a paraense Cintia Matos faz da fotografia um instrumento de afirmação territorial, preservação ambiental e resgate da memória coletiva. Mulher quilombola originária do Quilombo Bela Aurora, comunidade situada no município de Cachoeira do Piriá (PA), Cintia dedica seu trabalho a registrar o cotidiano, os afetos e a resistência das 64 famílias que habitam seu território ancestral. Estagiar e estudar Publicidade e Propaganda na Universidade Federal do Pará (UFPA) foi o ponto de virada para dominar o equipamento e utilizar a comunicação como uma ferramenta de valorização e respeito à sua gente para além das fronteiras do estado.

“A fotografia é uma coisa incrível na minha vida, que me faz ir sempre além do que eu possa imaginar. Através das minhas fotos, e também fazendo pesquisas, pude perceber como a fotografia é capaz de transformar olhares. Pude fazer com que as pessoas que antes viam a minha comunidade com viés de menosprezo, hoje valorizem e respeitem o local.” 

“O meu Quilombo é minha base de tudo que faça, fazer fotos do meu lugar é gratificante, é incrível como as pessoas de lá gostam das minhas fotos e me ajudam, mostrar o meu lugar para fora da minha comunidade é prazeroso!”

Cintia participou de exposição fotográfica para o projeto dê assistência aos estudantes indígenas da UFPA, no ano de 2021. Em 2023, Cíntia apresentará uma outra exposição intitulada “Olhares sobre as vivências e ancestralidade quilombola”, ainda sem data.

Cintia Matos com sua fotografia quilombola paraense, mostra que quando a imagem é feita de dentro para fora, o afeto e a verdade transformam qualquer olhar.

📸 Conheça os registros do Quilombo Bela Aurora e o trabalho de Cintia Matos no Instagram: @olhar.de.mattos 

📸 Conhece algum/a/e fotógrafo/a/e que também registra as narrativas negras ou quer fazer parte do nosso mapeamento? Preencha o nosso formulário.

Post anterior
Próximo post