Conheça o trabalho de Charlotte Borges: O afeto coletivo e a força das manifestações populares no Nordeste.

Jornalista, mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e fotógrafa documental, a maceioense Charlotte Borges faz da imagem um exercício contínuo de escuta, preservação de memórias e afirmação territorial. Integrante do LAVINT (Laboratório de Análise de Visualidades, Narrativas e Tecnologias/UFS) e fundadora do Punho Coletivo,o primeiro coletivo de mulheres da imagem de Alagoas, Charlotte dedica sua carreira a investigar as intersecções entre fotografia, gênero, raça e cultura popular. Com um olhar que transita por religiões afro-brasileiras, festejos de rua e tradições do Nordeste.

 “A Fotografia sempre esteve presente na minha vida, por mais que eu não percebesse por um bom tempo que ela estava ali, principalmente através da minha mãe de forma bem amadora. A memória mais presente que eu tenho é de que um dia peguei uma câmera da minha mãe e comecei a registrar em fotos e vídeos, vários momentos com minha família e amigos e os cortejos das festas de rua no interior que minha avó morava, aqui em Alagoas”.

“A fotografia mudou a forma como eu vejo e me encontro no mundo, hoje não consigo dissociar o que eu sou do que eu faço, as duas coisas se misturam e se encontram sempre”.

“Ser fotógrafa negra no Brasil é um exercício diário interno e externo de nos reafirmarmos constantemente sobre como não baixar a cabeça e nem curvar o corpo para a branquitude que tudo impõe, que acredita ter o direito de apontar e precificar nossas direções”.

Charlotte Borges prova que as mulheres negras quando assumem a câmera, o enquadramento se torna um território de cura e futuro.

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