Conheça o trabalho de Dani Mônica: A fotografia por um olhar étnico-racial. 

Natural de Belém do Pará, onde vive e produz, a fotógrafa e artista visual Dani Mônica iniciou seu processo criativo nas ruas da capital paraense em 2017, ingressando nos circuitos de artes visuais a partir de sua primeira exposição em 2021. Mulher negra e praticante do Candomblé, Dani faz da sua câmera um instrumento de tradução das cosmogonias, ritos e expressões sociais das religiões de matriz afro-ameríndias, com especial ênfase nos cultos afro-amazônicos. Defina por si mesma como uma “artesã da luz”, a fotógrafa une a estética documental e artística ao compromisso político de denunciar o racismo religioso e valorizar a ancestralidade preta e indígena.

“Sou uma mulher negra, candomblecista, filha de um homem negro que amava fotografar e que sempre que podia me incentivava a fotografar – claro que dentro do limite da fotografia analógica e também de um limite financeiro. Depois de adulta sempre comprei máquinas fotográficas para mim, entretanto sem a pretensão de exposição, mas sim com a vontade de ser uma artesã da luz. Até que resolvi comprar uma máquina fotográfica boa e comecei a fotografar e conversar sobre o que fazia. Claro, que como mulher negra tive muitos obstáculos (e tenho mais ainda agora depois de virar mãe), mas ainda sim luto para continuar sendo uma artesã da luz e colocar essa luz.”

“Busco inspiração na oralidade das pessoas às quais sou fotógrafo. Busco inspiração para participar dos rituais e depois fotografar. Busco inspiração no desafio de desconstruir meu olhar de uma fotografia eurocentrada, norte-americana-centrada e principalmente sudestinamente-centrada.”

Dani Mônica mostra sagrado de existir e cultivar a própria memória dentro da fotografia.

📸 Conheça os registros sagrados, ensaios e cosmovisões afro-amazônicas de Dani Mônica no Instagram: @danigouvea_fotografia

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