Ganhador da 1ª Edição do Prêmio Dona Generosa do Museu dos Quilombos e Favelas Urbanas (MUQUIFU) com a exposição NJILAS, Vitú de Souza é fotógrafo, documentarista, pesquisador visual e graduando em Museologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Técnico em Produção e Gestão Cultural pelo SENAC e pela UTRAMIG, Vitú atua como curador autônomo, presta serviços para museus e colecionadores, e integra o Comitê Internacional de Museologia no Brasil (ICOM BR) e a Articulação da Rede de Museologia Kilombola (RMK). À frente da produtora OJÚ.ARTE, o artista realiza o registro das manifestações populares afro-brasileiras, travando uma luta diária pela centralização e proteção do acervo negro e dos territórios de memória em Belo Horizonte e em todo o estado de Minas Gerais.

“Enquanto pessoa negra de tradição na cidade Belo Horizonte, pude constituí esta proposta de visualidade documental, instaurada sobre as nuances das relações perpétuas e contínuas do intenso cruel processo de exploração comercial e tráfico humano de africanos pelo atlântico, onde neste estado, teve sua maior adesão e consequências socio-espirituais.”


“Deste modo entendo o Nagôgrafia, como sendo o processo de observação e acompanhamento das reconstruções das percepções e sentidos negros, para além cultura, agindo nos campos emocionais de performar e ser no mundo sob o viés da negrura, Ser negro e experimentar tudo que está contido nisto, as alegrias, ancestralidades, dores e tessituras cotidianas, durante o morosa e inerente diligência de materialização das nossas culturas”.


Vitú de Souza através da sua fotografia mostra que grafar a memória negra é um ato definitivo de soberania.
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