Roger Silva é historiador formado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), fotógrafo preto, gay de 41 anos e filho de uma empregada doméstica. Nasceu no interior de Pernambuco e descobriu a paixão pelas imagens ainda garoto, observando os pôsteres de filmes nas locadoras dos anos 90. Após a perda de seu pai, se afastou das lentes por mais de 20 anos, seu reencontro com a fotografia veio na faculdade de História, onde entendeu a imagem não apenas como estética, mas como um documento vivo, carregado de sentidos políticos, históricos e sociais.

‘A fotografia é, para mim, um refúgio em meio à dor do existir. Quando fotografo, me jogo no abismo da possibilidade!’
Sua fotografia transita entre a fotografia de rua, os ensaios documentais e, mais recentemente, os autorretratos. Suas produções são atravessadas pela vivência na periferia e pela urgência de dar voz à cultura negra brasileira.
“Não consigo fotografar sem observar e sentir a questão da raça. Sou preto e vivo isso na pele a todo instante, dessa forma minhas imagens são fragmentos que geralmente apresentam influências no meu trabalho fotográfico”.


Buscando sua identidade própria na era digital, ele constrói suas próprias narrativas imagéticas. Suas referências visuais passam por Sebastião Salgado e pelo trabalho documental da fotógrafa Gabi Coelho.
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