Maria Kilô Ferrera é pernambucana, fotógrafa, poeta, escritora, produtora cultural e aprendiz de cinéfila. Desde muito pequena, gostava de ser fotografada como uma forma de atenção. Maria passou a registrar os pequenos detalhes cotidianos das ruas, das casas e dos caminhos por onde passa, transformando a fotografia em uma âncora vital para a sua própria existência.

Seu portfólio foca na beleza real, nos traços e na existência de pessoas negras, indígenas e afro-indígenas. Seu trabalho passa pela fotografia de rua e pelo retrato íntimo, Maria busca quebrar os padrões estéticos limitantes.


“Estou sempre treinando meu olhar para questões que envolvam ancestralidade e afrocentrismo, para que os fotografados possam se auto-afirmar de certa forma através das fotografias, e também para que eu possa, além de tudo, enxergar o potencial que a pessoa negra fotógrafa pode vir a ter, enquanto agente ativo da divulgação e afirmação da existência e importância do nosso povo.”

‘A luta do povo negro é minha maior inspiração, hoje, tanto pra fotografar quanto para continuar, mesmo com todas as dificuldades que todos de nós temos. O povo negro apesar de tanto sangue derramado e tantas perdas, em coletivo, continua lutando e resistindo por seu espaço, seu lugar de fala e sua vida, e com certeza eu, enquanto mulher negra, gorda, bissexual e pobre, não poderia me inspirar em algo além’.
Maria Ferrera mostra que a fotografia pode ser uma afirmação da existência e importância do povo preto.
📸 Conheça mais do trabalho de Maria no Instagram: @artekilo
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