Rafael da Luz é negro, pedagogo, fotógrafo e educador, nasceu em Belém em 1988,. Sua trajetória fotográfica começou aos 26 anos nas oficinas do Curro Velho, espaço cultural da capital paraense. Desde então, Rafael trabalha a partir de sua realidade periférica e de sua ancestralidade ribeirinha, buscando romper com o silenciamento histórico de corpos negros e indígenas. Ele participou de diversas exposições coletivas regionais, nacionais e internacionais entre 2015 e 2020, além de atuar no grupo de estudos EDUQ (UEPA), desenvolvendo ações voltadas para o reconhecimento da cultura quilombola no Pará.

“Não consigo mais pensar meu trabalho sem que ele habite ou seja pautado numa luta antirracista. A consciência étnico-racial passa pela fotografia, pois o outro é uma extensão do meu ser, existe empatia, convivência nos espaços construídos entre o fotografado e fotógrafo”.

‘Na minha primeira oficina o instrutor falou: “para fotografar não precisamos de câmera, para fotografar o mais importante é ter um olhar sensível” e isto foi transformador e libertador. A fotografia enquanto linguagem percebo que precisa passar por um processo educativo, pois muitas vezes a fotografia serve como “padronização estética” para reproduzir estereótipos. Nesses anos fotografando as pessoas conheci o trabalho de Paula Sampaio, fotógrafa de Minas Gerais erradicada no Pará a vários anos. Suas fotografias me fizeram querer ser fotógrafo Uma das contribuições delas para meu trabalho é perceber que a fotografia não é caça, mas relação, convivência, respeito e história.’


Rafael recusa os métodos coloniais que transformam o outro objeto de consumo visual, para ele, segurar fotografar é exercer uma responsabilidade ética e social com o território e com a população. Ele também, acredita na força do fazer coletivo, com isso desenvolveu projetos urbanos de Lambe-Lambe em Belém, aproximando a fotografia das pessoas nas calçadas e muros da cidade.
📸 Conheça mais do trabalho de Rafael no Instagram: @rafaeldaluzserrao
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