Marina Feldhues é pesquisadora, educadora e artista visual residente em Recife (PE), estuda as relações entre imagem, memória, processos de subjetivação e colonização. É Mestre e doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), graduada em Fotografia pela UNICAP e especialista em História das Artes, seu primeiro contato com a câmera foi na infância, aos 7 anos, fotografando o crescimento de sua irmã. Hoje, seu trabalho transita pelo uso de imagens e documentos de arquivo, performance, fotografia e vídeo. Como artista, publicou o aclamado fotolivro “Catálogo” (2019) e participou de diversas exposições coletivas no Brasil e no exterior, incluindo o prestigiado Festival de Arles, na França, em 2019.

Está à frente do grupo de estudos ‘Narrativas anticoloniais’ e investiga a iconografia colonial para criar frestas de imaginação política e poéticas de descolonização.
“Atualmente a questão racial toca o meu trabalho de modo mais direto, já que estou investigando a iconografia colonial e ressignificando essa iconografia em meus trabalhos mais atuais Baby-Doll e Escala Humana”.

Marina acredita que é preciso romper com a lógica mercantilista, para ela, a criação de novos circuitos e o fortalecimento de redes coletivas e afetivas são os caminhos reais para a soberania da produção negra e periférica.
‘Como eu não sobrevivo do circuito/mercado artístico, não tenho preocupação de ser aceita ou reconhecida por ele. Alias acho o circuito/mercado de arte extremamente tóxico. Isso talvez me dê uma certa liberdade de não me preocupar com “inserção”.’

Marina Feldhues consolida seus projetos mostrando que descolonizar o olhar é acima de tudo, um exercício de liberdade e autodefesa intelectual.
📸 Conheça mais do trabalho de Marina no Instagram: @marinafeldhues
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