Natural de Tobias Barreto, no interior de Sergipe, Michel de Oliveira é fotógrafo, artista visual, escritor e pesquisador com um trabalho de imenso rigor conceitual sobre a cultura visual. Doutor em Comunicação e Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e autor do livro “Saudades eternas: fotografia entre a morte e a sobrevida” (Eduel, 2018), Michel investiga as imagens desde 2007. Enxerga a fotografia não só como um registro estático, ele a trata como matéria-prima para desenvolver obras com temas densos e necessários: a morte, a memória, a saudade, a perecibilidade, o corpo, o gênero e a identidade.

Como um pesquisador negro, Michel usa sua produção para ressignificar as barreiras econômicas do mercado e adotar a precariedade como ponto central de sua pesquisa e arte.
“Acredito na criação como potência de deslocamentos. Como corpo racializado, seria de extrema incoerência da minha parte fechar os olhos para a exclusão de todos aqueles que não eram brancos do domínio da fotografia ao longo da história.”


“Tenho interesse na produção vernacular e artesanal; nas discussões sobre mestiçagem, hibridização, conceito de arte e lugar do artista; e nos embates coloniais, racistas e elitistas no campo da criação.”


Michel de Oliveira desconstrói a ideia eurocêntrica do que deve ser considerado arte, mostrando a memória daqueles que já se foram e a urgência de contar nossas próprias histórias.
📸 Conheça mais do trabalho de Michel no Instagram: @micheldoliveira
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