Conheça o trabalho de Arthur Viana: Registros como um ato de revolução.

Cria do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, o fotógrafo Arthur Viana define sua relação com a imagem a partir de uma necessidade de existir e se fazer ouvir. Homem preto e favelado, Arthur encontrou na fotografia não apenas uma profissão, mas um movimento de grito e expressão artística. Seu foco é o registro cotidiano e documental do conjunto de favelas onde reside, ele busca construir um portfólio humanizado, sensível e íntimo, que devolva o protagonismo histórico aos moradores da Maré e revele a potência das vivências periféricas de forma honesta.

“A fotografia surge na minha vida num movimento de grito. Entre 2017 e 2018, senti muita necessidade em expressar artisticamente’.

‘Passei a frequentar a biblioteca e pegava livros de fotógrafos. Olhava acervos inteiros, pelo menos duas vezes cada, tentando captar a sensibilidade que cada autor retratava em cada foto’.

‘’Quando comecei a trabalhar, comprei um celular mediano e utilizei para fazer meus primeiros registros. Uma vez, fiz um post despretensioso com quatro fotos minhas no Twitter e as fotos viralizaram. Foram quase 350 mil acessos em pouco mais de duas semanas. Mas o melhor disso tudo, sem dúvidas, foi conhecer muitas pessoas a partir disso. Fiz amizade com pessoas de vários estados do país e já me encontrei com pessoas de São Paulo. Pessoas, em sua maioria, jovens periféricos e que se encontraram na arte também.”⠀

“Corpos pretos são corpos políticos. Registrar a vida preta é um ato de revolução. Utilizar a fotografia como ferramenta para romper paradigmas e estereótipos existentes.”

Arthur Viana prova, mostra que o cotidiano da favela também é feito de luz, afeto e revolução.

📸 Conheça mais do trabalho de Arthur no Instagram: @artevianaa

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