Conheça o trabalho de Bárbara Copque: Fotografia como espaço de diálogo e identidade.

Antropóloga, pesquisadora, educadora e fotógrafa, Bárbara Copque faz das imagens um território de escuta, reparação e densidade poética. Gaúcha de nascimento, criada no subúrbio carioca de Inhaúma e atravessada pelo sotaque e pela estética do Recôncavo Baiano, Bárbara é Professora Adjunta na UERJ da Baixada Fluminense (FEBF), onde subchefia o Departamento de Formação de Professores. Coordenadora do Núcleo de Estudos Visuais em Periferias Urbanas (NuVISU//CNPq-UERJ) e conselheira do Museu Afrodigital Rio de Janeiro, ela transita entre a academia e as ruas. Com uma produção artística consolidada que faz parte dos acervos de instituições como o Museu de Arte do Rio (MAR), Bárbara utiliza câmeras analógicas e o celular para criar o que inicialmente não é  visto: o corpo como arquivo, as afro visualidades e as dinâmicas das periferias urbanas.

“Meu diálogo com a fotografia começa quando estive com o álbum fotográfico do meu pai nas mãos e não entendia porque a minha mãe, que é negra, não tinha um; com o tempo herdei o fotografar daqueles que produziam imagens na família, dois homens: meu pai e meu tio; aos 15 anos ganhei uma máquina fotográfica semi-profissional (hoje só utilizo câmeras analógicas e o celular) e me transformei na fotografa da família.”

“Fiquei entre o fotojornalismo (comunicação) e a conservação e restauro de imagens (museologia, mas acabei optando pela antropologia para entender o que fotografava e fotografar o que lia. assim, minha relação com a fotografia é identitária: não sei me pensar sem ela. quanto a linguagem, a fotografia é e sempre foi aquela que me permite estar em diálogo com pessoas, coisas e a cidade.”

Com a Bárbara Copque a fotografia ganha outro significado, se torna um instrumento para eternizar coisas únicas.

📸 Conheça as pesquisas, curadorias e ensaios analógicos de Bárbara no Instagram: @bacopque

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