A imagem como linguagem: Conheça o trabalho de João Gabriel Soares Luiz.

Fotógrafo, pesquisador visual e aspirante à direção de fotografia, o paulista João Gabriel Soares Luiz, faz do visor da câmera um instrumento de diálogo, enfrentamento e elaboração de seus próprios conflitos existenciais. Graduando em Comunicação Social – Midialogia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desde 2018, e com formação em Direção de Fotografia pelo Centro Afrocarioca de Cinema Zózimo Bulbul, João dedica sua produção a pensar a construção estética e semiótica da imagem. Transitando entre o retrato artístico e a fotografia documental, seu trabalho investiga as interseccionalidades do corpo preto, gay e periférico no Brasil contemporâneo.

Ao longo dos anos, a fotografia ajudou João a pensar e a entender o que era ser uma pessoa negra, gay e periférica, e a colocar isso pra além de si. Desde que entendeu que essa era sua linguagem, não consegue perceber sua existência sem compreender as imagens que lhe atravessam.

“Questões raciais e de sexualidade, que me atravessam e que estão sempre presentes nos meus estudos, em filmes e séries que eu assisto, e consequentemente nos meus trabalhos.” 

“Em CORPO que foi meu último ensaio, os principais trabalhos e artistas que me inspiraram foram Frantz Fanon, com Pele negra, máscaras brancas, que me ajudou a pensar quem eu era de verdade e saber distinguir o que foi imbuído em mim pelo racismo; Bixa Travesty, estrelado pela Linn da Quebrada e pela Jup do Bairro, que me mergulhou em questionamentos sobre minha performance de gênero e sexualidade, e ver como as questões raciais atravessam a construção imagética e estética do filme, também me fizeram olhar pra isso no meu trabalho.”

João Gabriel Soares Luiz com seu olhar politizado e consciente de sua história, usa da fotografia como um manifesto de libertação.

📸 Conheça a pesquisa visual e os ensaios de João no Instagram: @jgsluiz

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