Potiguar, homem preto e autista, Júlio Deunier (nascido em 1º de maio de 1998) é fotógrafo, ator, pintor, músico, professor e multi-artista. Concluindo a Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e com atuação como professor bolsista no Núcleo de Educação da Infância (NEI/CAp UFRN), Júlio faz do seu olhar uma ferramenta de combate ao racismo e de valorização das raízes pretas. Investigando a teatralidade do cotidiano periférico, o artista fundamenta sua prática no conceito de teatro comunidade e nas diretrizes do Teatro Experimental do Negro (TEN), idealizado por Abdias do Nascimento, transformando o registro da beleza e das marcas da sua gente em um ato político.

“A dificuldade maior está pelo fato de eu precisar focar em não morrer. Seja morrer de fome, por uma bala ou por uma bala da polícia, ou até pelo fato de existir. Preciso sobreviver antes de investir na fotografia.”
“Um preto e periférico procurando não ser mais um número, uma estatística. Quero que meus irmãos não sejam assassinados por apenas viverem.”


“A luta anti racista é o que me move como homem preto. Pois a cultura preta mesmo nos tempos atuais está sendo totalmente marginalizada, e eu preciso mostrar o que na realidade a marginalização vem de culturas e olhares elitizados e brancos.”


Júlio Deunier mostra que a periferia é um território inegável de memória, afeto e reexistência.
📸 Conheça as produções artísticas, pesquisas teatrais e registros fotográficos de Júlio Deunier no Instagram: @juliodeunierfotografia
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