Autorretratos e resistência: conheça Jane Batista

Jane Batista (@anjo.batista) é fotógrafa autodidata nascida em 1975, em Piripiri (PI), e residente em Fortaleza desde 1991. De raízes afro-indígenas, começou sua trajetória na fotografia em 2020, utilizando exclusivamente o celular como ferramenta de registro e edição. Seus registros, profundamente conectados ao cotidiano e à comunidade onde vive, transformam o ordinário em memória e denúncia.

A fotografia entrou em sua vida através dos registros familiares e da curiosidade sobre o mundo ao redor: “Tudo se inicia com os registros familiares e depois com a curiosidade pelo espaço que vivo e como vejo o eu e o outro que está sob a mira dos meus olhos.” Hoje, ela define a fotografia como vida após a morte — um exercício de eternizar as vivências de corpos e territórios apagados.

Seus autorretratos são ferramentas de enfrentamento e afirmação:”A questão racial me toca e é inspiração para os meus autorretratos e para a luta por uma vida com dignidade.” Jane também registra pautas como a poluição ambiental e a violência contra a mulher, articulando imagem, denúncia e sensibilidade.

Participante do coletivo Sol Para Mulheres (@solparamulheres), acredita no poder dos coletivos para unir pensamentos e fortalecer redes entre mulheres. Seu trabalho já foi apresentado em exposições como “Dizer o Silêncio” (2023), “Delírio Ardente” (2024) e na “Bienal Internacional do Sertão do Cariri” (2024).

Sem Título (crédito: Jane Batista | @anjo.batista)

Sem Título (crédito: Jane Batista | @anjo.batista)

Inspirada por nomes como Sebastião Salgado, Henri Cartier-Bresson, filmes africanos e pelas próprias vivências, Jane constrói uma fotografia intimista e social, onde o cuidado com o outro e com o território é uma constante. Como ela mesma diz: “Fazer meus registros fotográficos é tentar alimentar os olhares que não se deixam ver pela correria do tempo.”

Conheça mais do trabalho de Jane Batista no Instagram: @anjo.batista


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