Conheça o trabalho de Pedro Siqueira: Entre a história na lente e a poética dos muros.

Historiador em formação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fotógrafo de rua e pesquisador, o carioca Pedro Siqueira faz da imagem um laboratório de investigação filosófica, transgressão e denúncia. Integrante do núcleo de pesquisa “Ontologia, Subjetividade e Ancestralidade” do Laboratório Geru Maã de Filosofia (IFCS-UFRJ), Pedro iniciou na fotografia em 2018, durante um estágio no CCBB-RJ, estendendo sua experiência institucional pelo Museu da Vida (Fiocruz). Com trabalhos selecionados no prestigiado Frente – Festival de Fotografia Popular Emergente e publicações em plataformas como a Agência Sangria e o site O Canto das Torcidas, ele sampleia fotografia e texto para registrar o cotidiano, buscando o ruído e os pequenos fragmentos de descolonização diária que passam batidos na pressa do asfalto.

Neto da dona Núbia e filho da Valéria, Pedro mergulha na diáspora do Rio de Janeiro para produzir imagens que funcionem como barreiras contra o apagamento cultural e o silenciamento histórico do povo preto. 

“Meus registros são dedicados à movimentação negra na diáspora do Rio de Janeiro, buscando uma outra narrativa para esses corpos que tem suas subjetividades atravessadas pelo epistemicídio e semiocídio.”⠀ 

“Acredito que os registros tem muito das vivências e expectativas de quem o faz, com isso, todas as minhas inquietações se manifestem nas fotografias, daí a procura pelos pequenos símbolos de negritude, resistências diárias, ou pequenas porções de descolonização que são perdidas pelo rodo cotidiano.”

Pedro Siqueira constrói poéticas de rua mais que especiais dentro do Rio de Janeiro.

📸 Conheça mais do trabalho de Pedro no Instagram: @condenados.da.terra

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