Escritor, pesquisador, curador, crítico de cinema e Doutor em Letras pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), o baiano Lecco França faz da fotografia um campo de investigação estética, política e poética. Iniciando sua trajetória de forma autodidata em 2015, Lecco transita entre a fotografia documental, artística, fotocolagens e registros ativistas. Finalista do festival português Fest CC em 2022 com a obra “O último romântico” e palestrante sobre Fotografia Africana Contemporânea, o artista dedica sua produção a temas como as festas populares, as masculinidades negras, a cultura LGBTQIA+, a ancestralidade e as manifestações da diáspora.

“Desde garoto tive grande identificação com as imagens fotográficas. No começo, a incessante vontade de registrar momentos vividos era o foco, mas eu já tinha um olhar diferenciado sobre o que eu fotografava ou o que queria fotografar, pois entendia que a fotografia não era só expressão de sentimentos e desejos, mas também uma forma de arte, ou seja, a criatividade e a experimentação também eram importantes.”


“Tenho buscado, cada vez mais, como consumidor e observador de imagens, como pesquisador e fotógrafo, retratar aspectos da negritude, desde corpos físicos, que valorizem e dignifiquem nossa beleza, a imagens que representam positivamente nossas práticas culturais, como religião, festas populares, música, dança etc. Tenho interesse também no uso da fotografia como ferramenta política, de combate ao racismo e à neocolonização, assim como os temas da ancestralidade e da diáspora.”
“Entendi que a fotografia não era só uma forma de arte, mas a expressão de sentimentos e desejos”


Lecco França segue enquadrando a própria identidade,memória e liberdade em cada fotografia.
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